
A passagem de um período prolongado de mau tempo pelo território nacional, marcado por chuva intensa, vento forte e agitação marítima, provocou diversos constrangimentos em Vila do Conde ao longo das últimas semanas, levando a cortes de circulação, intervenções preventivas e reforço de medidas de proteção por parte das autoridades locais.
Uma das situações foi o encerramento da marginal várias vezes, decidido de forma preventiva devido à forte agitação marítima, com o objetivo de salvaguardar a segurança. Também a Rua das Calçadas, via que liga Touguinha a Vila do Conde, esteve temporariamente interrompida ao trânsito na sequência de alagamentos provocados pela subida do caudal do rio Ave, condicionando a circulação automóvel naquela zona.
Intervenção urgente na marginal de Vila Chã
Na sequência dos estragos causados na marginal da freguesia de Vila Chã, a Câmara Municipal acionou de imediato os procedimentos para uma intervenção urgente, com os serviços municipais no terreno que asseguraram a estabilização das estruturas afetadas, a reposição da circulação e a mitigação de riscos.
A situação foi já reportada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade responsável nesta matéria, mantendo o Município um acompanhamento permanente da evolução da situação.
Medidas preventivas reforçadas em Modivas face ao risco de cheias
Na freguesia de Modivas, junto à ribeira da Lage, foram reforçadas barreiras de contenção com sacos de areia, numa intervenção destinada a proteger habitações e evitar a repetição de episódios de inundação registados em ocasiões anteriores.
Inicialmente, foi instalada uma estrutura provisória com 25 toneladas de areia. No entanto, devido à previsão de mais chuva e à persistência do mau tempo, as equipas municipais reforçaram essa barreira com mais areia, ajustando a quantidade conforme a avaliação no local para garantir maior proteção às habitações mais vulneráveis.
O reforço pretendeu evitar a repetição do cenário registado em novembro passado, quando a ribeira galgou as margens, demoliu muros e provocou inundações em quintais e divisões de casas, causando prejuízos materiais importantes a vários moradores.
Resposta nacional e apoio às zonas mais afetadas
A situação meteorológica teve consequências particularmente graves noutras regiões do país, sobretudo no concelho de Leiria, um dos mais afetados pela tempestade que atravessou Portugal continental, provocando danos significativos em habitações, infraestruturas e rede viária.
Perante a dimensão dos estragos, o Governo de Portugal anunciou um conjunto de medidas de apoio às populações e aos municípios afetados, incluindo mecanismos de apoio à recuperação de habitações, empresas e infraestruturas públicas, bem como a mobilização de meios de proteção civil e apoio social.
Vila do Conde mobilizou-se em solidariedade
Também em Vila do Conde, o impacto do mau tempo fora do concelho gerou uma onda de solidariedade, com diversas entidades, associações e grupos da comunidade a organizarem recolhas de bens essenciais, como alimentos, produtos de higiene, roupa e outros materiais, destinados às zonas mais afetadas, nomeadamente ao concelho de Leiria.
Também ao nível da proteção civil, os Bombeiros Voluntários de Vila do Conde mobilizaram uma equipa para a região de Leiria, na sequência de um pedido do Comando Sub-Regional da Área Metropolitana do Porto. A corporação vilacondense foi para o terreno desenvolver operações de apoio e resposta, atuando em articulação com as restantes forças de proteção civil, num esforço conjunto de auxílio às populações mais afetadas pelo mau tempo.



