“Portugal Democrático é, apesar de todas as imperfeições, uma bela história de sucesso”. Foi mais ou menos isto que o escritor Henrique Raposo disse por estes dias. E em Vila do Conde somos parte viva dessa história. Aqui, a Liberdade é algo que se vive, que se sente, na rua, nas instituições, nas tradições e na forma como, geração após geração, cuidamos da nossa Terra e da nossa comunidade.
É inegável que ao longo destes cinquenta anos, a Democracia transformou profundamente a vida das pessoas. Em Portugal e Vila do Conde isso é evidente na melhoria das condições de vida, de habitação, na qualificação do espaço público, no acesso à educação, à saúde e à cultura. Vivemos hoje incomparavelmente melhor do que viviam os nossos pais e avós. Não porque tudo esteja resolvido, não está, mas porque a Democracia permitiu construir respostas, corrigir erros e elevar, de forma contínua, a qualidade de vida de todos nós.
Mesmo num tempo de dificuldades reais, como a atual crise da habitação, importa ter memória. Lembrar os bairros de barracas que existiam às portas das cidades portuguesas e que hoje praticamente desapareceram. Lembrar que temos hoje as gerações mais bem formadas de sempre. Lembrar que o Serviço Nacional de Saúde tornou universal aquilo que antes era privilégio de poucos. Lembrar que vivemos mais tempo, com mais dignidade. Nada disto foi um acaso, tudo isto foram conquistas, de todos, livres.
A democracia é, por natureza, imperfeita. Vive da crítica, da insatisfação e da exigência. Mas dizer que falhou é ignorar os factos. Não somos produto de um fracasso coletivo. Somos cidadãos de um país que teve sucesso e que, precisamente por isso, quer mais, melhor e com mais justiça social.
Escrevo este editorial num momento particularmente simbólico para Vila do Conde. A recente inauguração do Farol do Aguilhão, nas Caxinas, é mais do que uma obra física. É um gesto de proteção, de cuidado com a comunidade, de investimento público com sentido e sensibilidade. Um farol orienta, previne, salva e, num tempo de incerteza, simboliza bem a vontade que existe em Vila do Conde de continuar a iluminar o caminho.
Escrevo também à luz de outro momento profundamente marcante para a nossa identidade coletiva. Ainda há poucos dias, na majestosa Procissão de Nossa Senhora da Guia, quando o vento e a tempestade pareciam querer impor-se, o céu abriu-se subitamente, permitindo que passasse, que o povo seguisse, que a fé e a comunidade permanecessem unidas. Para crentes e não crentes, foi um instante belo e raro, quase suspenso no tempo, que podemos sentir como sinal de proteção e esperança. Vila do Conde é também isto: uma terra que resiste, que caminha junta, mesmo quando o tempo parece adverso.
E por falar em Democracia é também simbólico que no último dia de campanha para as eleições presidenciais, António José Seguro tenha escolhido Vila do Conde, escolhendo a nossa Feira, para encerrar o seu percurso pelo país. Não foi uma escolha casual. Foi a opção por uma Terra de proximidade, de vida real, de genuinidade e encontro direto com as pessoas.
E foi aí, no meio da multidão, sem barreiras nem distâncias, que Vítor Costa recebeu António José Seguro, lado a lado com os Vila-condenses, num gesto simples, natural e profundamente Democrático. Uma imagem que diz muito sobre a forma como Vila do Conde vive a política: com liberdade, proximidade e sentido de comunidade. Num tempo marcado pelo ruído, pelos populismos fáceis e pela desvalorização das instituições, importa agora fazer escolhas claras. Escolhas que defendam a Democracia, a coesão e não a divisão, a visão humanista e não postura populista. Não queremos e não podemos dar passos atrás.
Porque a Liberdade constrói-se com memória, com compromisso e com futuro. Vila do Conde sempre soube e saberá ser um farol desse caminho. Com firmeza, clareza e responsabilidade, só podemos, devemos e vamos apoiar inequivocamente a candidatura que defende todo esse legado conquistado por nós, todos. Pelo futuro, pela Democracia. Isso tem um nome, António José Seguro. E no próximo dia 8 de fevereiro esse será o nosso farol e a luz que se abrirá na tempestade. Estaremos cá para acompanhar e sem dúvida festejar.














