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Feira de Artesanato celebra património da UNESCO

JVCCultura e Tradições2 semanas atrás

A 48.ª Feira Nacional de Artesanato (FNA) abriu portas no passado dia 25 de julho, nos Jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde, e decorre até 9 de agosto, com entrada livre e uma programação inteiramente dedicada ao Património Cultural Imaterial da Humanidade. A cerimónia de inauguração contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Vítor Costa.

Organizada pela Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC), em parceria com a Câmara Municipal de Vila do Conde, a FNA convida o público a descobrir algumas das mais importantes manifestações culturais portuguesas reconhecidas pela UNESCO, através de demonstrações ao vivo, oficinas, espetáculos, conversas temáticas e experiências gastronómicas.

A abertura da feira ficou marcada pela criação de um Tapete de Flores, permitindo aos visitantes acompanhar de perto o processo de construção destas composições efémeras, elaboradas com flores e outros elementos naturais. A iniciativa evocou uma das tradições que o Município de Vila do Conde pretende ver inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

Ainda no primeiro dia, os Caretos de Podence animaram o recinto com os seus tradicionais chocalhos, máscaras coloridas e trajes de franjas. Inscrita na Lista Representativa da UNESCO desde 2019, esta manifestação levou à feira a energia e a irreverência de uma das mais emblemáticas tradições transmontanas.

No passado fim de semana, o programa destacou duas práticas reconhecidas internacionalmente: a Falcoaria Portuguesa e a Arte Equestre Portuguesa. A atividade dedicada à Falcoaria foi especialmente pensada para as crianças, que tiveram oportunidade de contactar de perto com uma ave de presa e conhecer melhor esta antiga arte cinegética, transmitida ao longo de gerações. A Falcoaria regressa à programação no dia 1 de agosto, com a sessão “À Conversa: Falcoaria”, dedicada à valorização e divulgação desta tradição. A Arte Equestre Portuguesa foi apresentada pela Quinta d’Agra, numa demonstração que evidenciou a harmonia entre cavalo e cavaleiro, bem como a técnica, a disciplina e a elegância características desta prática secular.

A música marca presença na programação, com um dos momentos dedicado ao Fado (dia 27 de julho), primeira manifestação cultural portuguesa inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.

No dia 2 de agosto, o grupo Os da Boina apresentará o Cante Alentejano, num espetáculo integrado no Dia da Rendilheira. A iniciativa será acompanhada por demonstrações ao vivo do trabalho das rendilheiras de diferentes gerações, que irão mostrar o processo de criação das Rendas de Bilros de Vila do Conde. O Cante Alentejano regressará ao certame no dia 9 de agosto, encerrando a feira com uma atuação do Cantum – Grupo de Cante Alentejano da Universidade do Minho.

A valorização das Rendas de Bilros prossegue no dia 8 de agosto, com a sessão “À Conversa: Renda de Bilros”, dedicada à história, às técnicas e aos desafios da preservação deste saber-fazer tradicional, símbolo maior da identidade vilacondense.

A componente gastronómica assume igualmente um lugar de destaque através das Jornadas Gastronómicas inspiradas na Dieta Mediterrânica, que percorrem várias regiões do país, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelo Entre Douro e Minho, Beiras, Ribatejo, Estremadura, Alentejo, Açores e Madeira. A iniciativa privilegia produtos locais e sazonais, como peixe, legumes, azeite e ervas aromáticas, promovendo a riqueza e diversidade da gastronomia portuguesa.

No recinto, os visitantes podem ainda conhecer uma exposição dedicada às manifestações portuguesas inscritas nas listas da UNESCO. As Festas do Povo de Campo Maior estão representadas por uma pandeireta gigante instalada no Coreto dos Jardins da Avenida Júlio Graça. A mostra reúne ainda referências ao Fabrico de Chocalhos, à Olaria Negra de Bisalhães e ao Barco Moliceiro – Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro.

A exposição integra igualmente as Rendas de Bilros, a Construção Naval em Madeira e os Tapetes de Flores, estabelecendo uma ligação entre o património já reconhecido internacionalmente e as tradições que Vila do Conde pretende ver inscritas na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A 48.ª Feira Nacional de Artesanato decorre até ao dia 9 de agosto, com entrada gratuita. O recinto está aberto de segunda a quinta-feira, entre as 17h00 e as 24h00, e às sextas-feiras, sábados e domingos, entre as 15h00 e as 24h00.

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