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Concurso Público lançado para reabilitação da Zona Ribeirinha com investimento de cerca de 1,2 milhões de euros

JVCSociedadeGrande Destaque11 meses atrás

Intervenção na Praça da República visa resolver problemas de erosão, instabilidade e acessibilidade.

Está aberto o concurso público para a empreitada de Reforço do Muro sul e pavimentos adjacentes na Praça da República, em Vila do Conde. A obra, que representa um investimento estimado de cerca de 1,2 milhões de euros, tem como objetivo resolver problemas de instabilidade e degradação provocados pela erosão do Rio Ave e por falhas no sistema de drenagem pluvial.

O projeto abrange a reconstrução do muro de suporte junto ao rio, entre a ponte rodoviária e o Cais das Lavandeiras, zona onde se registam deslocamentos de blocos de pedra e afundamentos nos pavimentos adjacentes. As anomalias, agravadas pela força da maré e a escorrência das águas pluviais, levantam preocupações de segurança e exigem uma intervenção urgente.

Entre os trabalhos previstos estão o reforço estrutural das fundações, a construção de um novo muro com reposição da estereotomia original, a renovação dos pavimentos junto ao jardim da Praça da República, e a reabilitação da rede de drenagem de águas pluviais. O projeto inclui ainda uma reorganização dos espaços exteriores, com melhorias na acessibilidade e fruição pública.

Apesar de a zona pertencer à tutela da Docapesca, a Câmara Municipal de Vila do Conde assumiu a responsabilidade pelo projeto, que foi desenvolvido com o apoio técnico da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, através do Instituto para a Construção Sustentável. Os estudos técnicos realizados incluíram análises geotécnicas e levantamentos topográficos em diferentes fases da maré, dada a complexidade hidráulica do local.

“O estado do muro e do pavimento representa um risco real para a segurança de quem circula naquela área e interfere com o usufruto pleno de um dos espaços mais simbólicos da nossa cidade”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal, Vítor Costa. “É uma intervenção estruturante, não só do ponto de vista da segurança, mas também para a valorização do património urbano e da relação da cidade com o rio.”

A empreitada tem um prazo de execução de 270 dias a contar do início dos trabalhos. O município sublinha que esta requalificação visa garantir a estabilidade da margem ribeirinha e criar melhores condições de uso e conforto para residentes e visitantes.

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