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Entrevista a Joel Rodrigues

JVCEntrevistaDesportoBodyboard7 meses atrás

Foi aos 10 anos que o vila-condense Joel Rodrigues descobriu a sua paixão pelo bodyboard. Hoje, entre outras conquistas, é campeão nacional e europeu de bodyboard e o seu maior sonho é ser campeão do mundo. 

O JVC falou com o atleta afim para conhecer o seu percurso, os seus objetivos futuros e quais são os maiores desafios na prática desta modalidade.

Como surgiu o gosto pelo bodyboard? Com que idade começou a praticar?

Conheci o bodyboard através do meu tio, que tinha uma escola de surf e bodyboard. Eu tinha cerca de 10 anos quando decidi experimentar o surf na sua escola. Durante o verão, juntamente com os meus amigos que frequentavam as aulas de surf, decidi experimentar fazer uma aula de bodyboard para ser diferente e foi aí que encontrei o meu desporto. Desde esse dia, deixei o surf e comecei a minha paixão pelo bodyboard.

Têm sido vários os títulos que tem conquistado ao longo destes anos. Até agora, consegue destacar um como o mais especial? Qual e porquê?

O título que para mim se destaca, sem sombra de dúvida, é o título de campeão Europeu Sénior, no meu primeiro ano como sénior, em 2023.

Além de ser um marco importante na minha carreira, para mim esse título é mais do que isso: significa superação e que tudo é possível.

Foi uma vitória contra todas as expetativas e, além disso, venci a prova decisiva sobre o meu ídolo — Pierre Louis Costes —, que para mim é o melhor bodyboarder de todos os tempos.

Qual é o maior desafio em ser atleta de alta competição?


Para mim, o maior desafio desde que comecei a participar nas provas internacionais é os custos inerentes às participações das provas. Tem sido muito difícil conseguir angariar meios para participar neste tipo de provas, todos os anos começo o ano sem saber quando vai ser o último. Tem sido um grande sacrifício. Tenho que agradecer a todos os que me apoiam, principalmente à minha família.

Além disso, nem sempre é fácil conciliar os estudos e o trabalho com os treinos e também com as idas aos campeonatos, principalmente porque as provas internacionais requerem muito tempo ausente do país.

Segundo sabemos, um dos seus maiores sonhos — senão o maior — é ser campeão do mundo de bodyboard. Fale-nos um pouco sobre isso.

É o meu grande objetivo e o único título que me falta alcançar. Sei que ainda tenho muito que melhorar até chegar lá, mas este ano sinto que estou muito mais perto, pois alcancei o Top 13 no ranking, o que significa que na próxima época irei começar as provas em rondas avançadas e numa ronda de não-eliminação, o que irá ser uma grande ajuda para alcançar os lugares cimeiros.

Recentemente, venceu a 2a etapa do Circuito Europeu de Bodyboard — o Gran Canaria Pro. A que soube esta conquista?


Foi um bom resultado fiquei satisfeito, foi um campeonato em que consegui mostrar o meu nível, onde venci todas as rondas com boas pontuação.

Foi um desafio, pois as condições estavam difíceis — mar pequeno —, o que na minha opinião não são as condições mais favoráveis para mim, mas só prova que treinar nas nossas falhas é recompensador.

No seu entender, o que é preciso para ser um bom bodyboarder e que conselhos gostaria de deixar a quem está agora a começar?

O que é preciso para ser um bom bodyboarder, na minha opinião, é ser consistente, isto é, conseguir ser bom em todo o tipo de condições do mar, pois nunca sabemos que tipo de mar vamos encontrar nas provas.

Muitas vezes em más condições pode não apetecer, mas sem dúvida essas são as vezes mais importantes para evoluir como bodyboarder e marcar pela diferença em relação aos restantes.

É esse o conselho que dou a quem quer ser um bom bodyboarder, além disso focar os treinos nas nossas dificuldades e treinar para ambos os lados da onda. No bodyboard temos as ondas para a direita e para a esquerda, e nem sempre temos as duas, por isso o ideal a treinar para ter o mesmo nível em ambos os lados da onda.

Quais são os seus objetivos para o futuro enquanto atleta?


É ser campeão do mundo sénior e também revalidar o título de campeão europeu.

Para a próxima época tenho o objetivo de fazer um pódio no mundial e revalidar o título europeu. Ser campeão mundial é um projeto a médio prazo e acredito que é uma questão de tempo para o conseguir cumprir.

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