
Os estragos provocados pelas cheias que atingiram Modivas, na madrugada de 15 de novembro, ascendem a cerca de 250 mil euros em prejuízos não cobertos por seguros, segundo um levantamento já concluído pela Câmara Municipal de Vila do Conde. A maior parte dos danos concentra-se junto à ribeira da Lage, afetando sobretudo habitações localizadas nas ruas da Lage e do Moinho.
De acordo com declarações do Presidente da Câmara, Vítor Costa, trata-se de prejuízos diretos que recaem maioritariamente sobre particulares, incluindo danos estruturais em casas, destruição de muros, vias públicas e perdas significativas de bens como eletrodomésticos e mobiliário. Em alguns casos, os moradores viram-se privados de praticamente tudo.
Apesar de aguardar uma resposta do Governo, a autarquia decidiu avançar de imediato com intervenções no terreno. Estão já em curso obras de reposição de muros, recuperação de arruamentos e reparações em habitações afetadas. O autarca recorda que, em situações anteriores, como em 2021, foi ativado o Fundo das Intempéries, defendendo que uma solução semelhante poderá ser aplicada agora.
Naquela madrugada, a chuva intensa fez a ribeira transbordar, inundando várias zonas de Modivas. Em alguns pontos, o nível da água aproximou-se dos dois metros, deixando caves e garagens completamente submersas. Entre as cinco e as sete da manhã, várias famílias ficaram isoladas, dificultando mesmo a intervenção dos bombeiros.
A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia estiveram no local a prestar apoio imediato à população. Vítor Costa voltou a sublinhar que fenómenos desta dimensão ultrapassam a capacidade de resposta de um município, alertando para o impacto crescente das alterações climáticas e para a necessidade de uma intervenção do Estado em situações que classifica como de “escala nacional”.