
Vila do Conde acolheu, no passado dia 27 de fevereiro, a conferência “Longevidade: Um Novo Desafio”, iniciativa promovida pelo jornal Expresso, com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Conde, que reuniu especialistas, responsáveis institucionais e profissionais de várias áreas para refletir sobre os desafios e oportunidades associados ao envelhecimento da população.
O encontro, realizado no Auditório Municipal, serviu também para apresentar pela primeira vez o relatório “The Global Wellness Economy: Portugal”, desenvolvido pelo Global Wellness Institute. O estudo posiciona Portugal no 39.º lugar do ranking mundial da economia de bem-estar e no 17.º lugar entre os países europeus, destacando áreas como o turismo de bem-estar, o termalismo e os spas.
A abertura do evento esteve a cargo da vice-presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Carla Peixoto, que sublinhou que o envelhecimento é uma “conquista da sociedade” e deve ser encarado como uma responsabilidade coletiva. A autarca destacou ainda a necessidade de antecipar os desafios demográficos com políticas centradas nas pessoas, lembrando que o envelhecimento é um eixo estratégico para o município.
No concelho de Vila do Conde, mais de 21% da população tem 65 ou mais anos, realidade que reforça a importância de planear respostas adequadas. Nesse sentido, a longevidade assume um lugar central no Plano de Desenvolvimento Social do Município, com iniciativas que promovem a autonomia, o envelhecimento ativo e a inclusão.
Entre os programas municipais destacam-se Chave de Afetos, Desporto Sénior, Entre Mãos e PECIS, projetos que procuram combater o isolamento, estimular a atividade física e incentivar a participação cultural da população mais velha. Este trabalho é desenvolvido em articulação com Juntas de Freguesia, IPSS, serviços de saúde e associações locais.
Durante a conferência, Ana Sepúlveda, CEO da 40+ Lab e presidente da Age Friendly Portugal, destacou que se começa a falar cada vez mais numa “economia da longevidade”, sublinhando que o envelhecimento da população pode também ser encarado como um fator de desenvolvimento económico.
O evento contou ainda com uma intervenção em vídeo de Miguel Arriaga, diretor dos Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde da Direção-Geral da Saúde, que defendeu a importância de repensar o envelhecimento à luz das novas tecnologias e de promover escolhas de vida mais saudáveis.
A sessão de encerramento esteve a cargo da Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, que abordou medidas recentes como o Estatuto da Pessoa Idosa, o projeto SAD+Saúde e um projeto-piloto de cuidados continuados domiciliários, que prevê apoio permanente em casa e cujo alargamento a todo o país foi recentemente anunciado.
Apresentada pela jornalista da SIC Cristina Freitas, a conferência contou ainda com a participação de António Maia Gonçalves, coordenador do Plano de Ação de Envelhecimento Ativo Saudável 2023-2026, Ana Umbelino, presidente da REVES, Dina Dimas, vice-presidente nacional da Ordem dos Engenheiros, Gonçalo Sarmento e Costa, médico, Patrícia Fernandes, do Centro Social e Paroquial de Mindelo, e Manuel Pereira, coordenador do Plano de Ação das Comunidades Desfavorecidas de Vila do Conde.