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A força da campanha e o mérito do trabalho

João Amorim Costa

João Amorim Costa

Arquiteto

O tempo é agora. Começou a festa da democracia, a campanha eleitoral das Autárquicas 2025 está nas ruas de Vila do Conde. É o momento em que a nossa Terra se enche de vozes, de cor, de convicções. É o tempo em que cada cidadão é chamado a pensar, a debater, a escolher.

É o tempo de saudar todos os que, com coragem, aceitaram ser candidatos. Ser candidato é acreditar que vale a pena lutar por uma ideia, dar a cara por um projeto, expor-se à crítica de todos, porque se preocupa com cada um de nós. É um gesto nobre, que merece o nosso respeito.

É também é o tempo de saudar todos os que apoiam, que se envolvem, que gastam horas e dias a discutir, a mobilizar, a sonhar. Gosto desta energia que mexe com a cidade e com as freguesias, que traz vida às conversas de café, às ruas e às praças. Prefiro quem se compromete, quem não fica de fora a criticar por desdém, mas quem toma partido, defende, acredita e argumenta. É assim que a democracia se faz viva.

Mas porque queremos uma democracia que sobreviva, não podemos ignorar este risco crescente da política feita de extremismos, que procura dividir em vez de unir, que se alimenta do medo e da desinformação, que substitui o debate democrático por slogans fáceis e ataques pessoais. Esses partidos e movimentos extremistas que não trazem soluções, apenas agravam problemas e fragilizam a confiança dos cidadãos nas instituições. A história ensina-nos que a democracia só resiste quando é defendida, todos os dias, por quem acredita nela.

Elogio, por isso, os que questionam, mas sobretudo os que sabem que o voto é sempre um prémio, conquistado por quem merece, não por frases feitas, mas por provas dadas.

E tanto como gosto da força da campanha, gosto ainda mais do mérito de quem trabalha. E é por isso que, neste momento de escolha, não devemos esquecer aquilo que já foi conquistado: a habitação acessível que finalmente começou a nascer, as creches que dão resposta às famílias, as novas unidades de saúde, as escolas renovadas, o património cuidado, os espaços públicos devolvidos às pessoas, uma Terra aberta ao futuro. Não esqueçamos o rumo escolhido há 4 anos, feito de obra, de visão e de verdade — um rumo que hoje nos lembra, mais do que nunca, que a democracia vive d’A força da campanha e d’o mérito do trabalho.

Sejamos, portanto, bem-vindos a esta campanha eleitoral. Porque o maior trabalho é o de todos nós. E no dia 12 de Outubro, mais do que nunca, a palavra de ordem é, tem de ser, o verbo VOTAR.

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