Começo por pedir desculpa.
Peço desculpa a todos os que esperavam algo diferente deste jornal. A todos os que esperavam que, por aqui, se falasse em polémicas inventadas, se fizessem insinuações ou mesmo acusações infundadas, e se escrevessem textos inflamados contra — contra qualquer coisa ou contra tudo.
Peço desculpa aos trauliteiros e bitateiros que inflamam as redes sociais com insultos e calúnias dirigidos a toda e qualquer pessoa que tenha o mínimo de exposição pública. Peço desculpa aos que dedicam os seus dias, pouco preenchidos a não ser pela amargura das suas vidas, a descarregar o seu rancor no teclado de um computador ou de um telemóvel, protegidos pela cobardia de um pequeno ecrã. Não, nós por aqui não somos como eles. Não os conseguimos agradar — e este jornal nunca servirá os seus propósitos.
Há quem confunda política e eleições com guerra. Há quem ache que basta semear a dúvida, repetir a mentira e vestir a maldade com boas intenções para que a verdade desapareça. Mas o grande problema é que a verdade tem uma força silenciosa. Não precisa de gritar, nem de se justificar. Limita-se a permanecer — até ao dia em que o povo fala. E falou. Vítor Costa ganhou com a maioria absoluta que o povo reforçou.
Estas eleições foram esse dia. Um momento em que Vila do Conde voltou a provar que sabe distinguir entre o ruído e o trabalho, entre o ataque e o projeto, entre quem quer servir e quem apenas quer vencer. O resultado foi claro: a serenidade venceu o barulho, o compromisso venceu o vazio do oportunismo e a verdade venceu a maldade.
Durante meses, muitos quiseram transformar o debate político numa arena de insultos e insinuações. A obra feita foi questionada, o progresso desvalorizado, o esforço coletivo posto em causa. Até o Jornal de Vila do Conde — e eu próprio, como seu diretor — fomos alvo de ataques e de tentativas de silenciamento, apenas por fazermos o que sempre fizemos: informar com verdade e independência, dar voz à nossa Terra e olhar de frente para o que é importante.
Mas a verdade não se constrói nas redes sociais por perfis falsos ou por falsas pessoas, muito menos com comentários cheios de ódio. Constrói-se nas ruas requalificadas das Caxinas, nas escolas novas, na habitação que já começou a nascer, no CEJ, na Saúde, no concelho… todo ele …que volta a pertencer às pessoas. E foi essa verdade que os vilacondenses reconheceram esmagadoramente nas urnas: uma verdade feita de trabalho, de consistência e de resultados.
A grande vitória de Vítor Costa não é apenas a vitória de um homem, de quem o acompanhou, ou de um partido. É a vitória de um modo de estar, da proximidade, da calma, da segurança e da seriedade. É o sinal de que Vila do Conde não se deixa enganar por discursos fáceis, nem se rende à política do ódio. Porque esta Terra tem memória. E quem tem memória, não se deixa manipular.
Sim, houve maldade. Mas a maldade é uma ilusão — vive enquanto encontra quem a alimente. A verdade, essa, é permanente. E quando chega, como chegou agora, desarma tudo e todos os que fazem da falsidade a sua arma.
No fim deste ciclo, o que fica é o ensinamento: que a confiança se constrói com trabalho, que a liderança se mede pela proximidade, e que o futuro não se ganha com gritos — mas com obras.
Agora é tempo de olhar em frente. De continuar a fazer mais, a fazer melhor, a provar que o progresso é possível, e que quando há verdade, há também vontade.
Que o futuro se escreve por estas linhas…
O Jornal de Vila do Conde continuará a acompanhar esse caminho. Livre, atento e fiel à sua missão de servir a nossa terra. Com verdade, sem maldade e sem ilusões, cá estaremos para o acompanhar.












