O mundo parece, ou está mesmo, mais ameaçado a cada dia que passa. Aquilo que ainda há pouco tempo classificávamos como improvável tornou-se agora assustadoramente possível. Mas não é inevitável. Nunca como agora precisamos de líderes certos nos lugares certos, e nunca como agora a sensatez, a responsabilidade e a determinação pela paz tiveram tanto valor. E, acima de tudo, nunca como agora cada um de nós teve um papel tão decisivo. Porque há uma peça essencial neste equilíbrio frágil do mundo — e essa peça somos nós. Cada gesto, cada escolha, cada palavra conta para o presente e, sobretudo, para o futuro que deixamos aos nossos filhos e netos.
A Páscoa não é apenas um momento simbólico. É tempo de ressurreição. É tempo de renascimento. E também Vila do Conde está a renascer. A cidade cresce, em moradores, trabalhadores e visitantes — cresce em energia, em ambição e em presença. Este tempo da Páscoa foi prova disso mesmo e colocou-nos à prova. Tal como já tinha acontecido com o Mercado de Natal, o Mercado da Páscoa ultrapassou os 100 mil visitantes em apenas duas semanas, confirmando aquilo que durante décadas dissemos: o enorme potencial de Vila do Conde estava subaproveitado. Hoje já não está. Há vida nas ruas, há procura, há uma vontade coletiva de viver Vila do Conde. E isso tem valor, económico, social e humano. Mas o sucesso traz sempre as suas dores, sobretudo para quem cá vive, entre a pressão do crescimento e as exigências do dia a dia. E é aqui que a pergunta se impõe: estamos à altura disto? Temos de estar. Mesmo perante aqueles, poucos, que insistem em olhar para o crescimento com desconfiança, que preferem a crítica à construção e que procuram sempre o lado negativo de uma moeda que também devia ser sua…
Vila do Conde não pode parar por causa disso. Porque a resposta é clara: estamos, sim, à altura deste desafio. Queremos mais. Mais cidade, mais vida, mais oportunidades, mais gente a viver, a trabalhar e a construir futuro. A Páscoa é também tempo de partilha, e nós queremos partilhar esta terra, com quem chega, com quem fica, com quem acredita. E para isso é fundamental termos, como temos, uma autarquia focada no essencial, capaz de criar condições, planear com visão e preparar o crescimento com responsabilidade.
É também neste caminho que se projeta a nova ponte rodoviária e os seus acessos, peça estruturante para o futuro do concelho, a par de um plano de mobilidade que responderá de forma integrada aos desafios de uma cidade que cresce e se transforma. Porque crescer não é apenas atrair, é saber organizar, ligar, facilitar e garantir qualidade de vida a quem cá está e a quem chega.
Vítor Costa, digo-o sem hesitação, tem demonstrado estar à altura desse caminho. Não por acaso, foi também neste tempo que o Centro de Saúde das Caxinas começou a funcionar, um sinal claro de que o crescimento não é apenas discurso, é ação. Hoje já não falamos de potencial, falamos de realidade.
E por isso, no meio de um mundo incerto, há uma certeza que nos deve unir: Vila do Conde está a avançar. A única pergunta que permanece, e essa é individual, é simples, mas exigente: estamos nós à altura do tempo que somos?












