
Ricardo Gonçalves iniciou a prática da canoagem aos 10 anos, no Vila do Conde Kayak Clube, motivado pelo gosto pelo desporto e pela influência de amigos, acabando por descobrir rapidamente uma paixão que viria a marcar o seu percurso desportivo.
O que começou de forma descontraída evoluiu para uma dedicação crescente à competição, levando-o a conquistar títulos nacionais, a representar Portugal em provas internacionais e a integrar um processo de alto rendimento.
Quando começou na canoagem e o que o levou a escolher o Vila do Conde Kayak Clube?
Entrei para a canoagem quando tinha 10 anos, no inverno de 2015. Comecei porque sempre gostei de fazer desporto e sempre fiz, mas nesse ano não estava com nada extra curricular e muitos amigos, da minha turma, andavam na canoagem no Vila do Conde Kayak Clube, então decidi experimentar e adorei.
Lembra-se dos seus primeiros anos de competição?
Sim, acho que me consigo lembrar de quase todas as competições que fiz. No início era muito na brincadeira, nem tinha a noção do que era ser campeão, depois no meu terceiro ano já comecei a levar mais a sério a parte competitiva e comecei a procurar ser o melhor possível.
Em 2021 tornou-se Campeão Nacional de K1 200 metros em cadetes. O que significou esse título para si?
Foi muito bom, uma prova que gosto muito de fazer e foi o meu primeiro título nacional nessa distância.
Nesse mesmo ano representou Portugal no Olympic Hopes. Como viveu essa experiência internacional?
Acho que vivi da melhor forma possível, lembro-me de tudo, no primeiro dia não consegui entrar na final no k2 1000m, no segundo dia ganhei o k2 500m com o tempo recorde para a minha idade e foi um momento único, representar o país é sempre muito bom, e a primeira vez é inesquecível.
Quais foram os maiores desafios que enfrentou na transição de cadete para júnior?
A transição de cadete para júnior acho que foi muito boa, ganhei sempre as provas de velocidade no dois anos de Júnior, mas a exigência é outra, em Júnior não basta ser o melhor de Portugal, começa-se a pensar já nas provas europeias e mundiais.
Este ano foi Campeão Nacional Universitário em K1 200 m e K1 500 m. O que mudou no seu treino até chegar a esses resultados?
Neste momento, estou muito tempo em estágio em Montemor-o-Velho, treino muito tempo com a equipa nacional de sub-23, a carga de treino é bastante superior, pois estamos focados a 100% no desporto, mas o esforço está a ser compensado.
Como descreve o papel do Vila do Conde Kayak Clube no seu desenvolvimento como atleta?
O Vila do Conde Kayak Clube, mais especificamente o meu treinador, teve um papel muito importante não só no meu desenvolvimento com o atleta mas também como pessoa. Ensinaram-me a lutar pelos meus sonhos e que o trabalho é sempre recompensado — às vezes mais cedo, outras vezes mais tarde.
O que é mais difícil na canoagem de alta competição?
O mais difícil acho que é comum a todos os desportos de alta competição, que é a necessidade constante de se obter bons resultados, porque num momento somos os melhores e num piscar de olhos já não somos ninguém.
Tem algum objetivo definido para os próximos anos?
O meu objetivo nos próximos anos é chegar à equipa sénior e representar Portugal e Vila do Conde ao mais alto nível, talvez num Jogos Olímpicos.
Que conselho daria a jovens atletas que estão agora a começar na canoagem?
O conselho que dou é fazer canoagem com o maior gosto possível, e aproveitar cada momento que se passa no rio. São momentos que vão ficar para sempre na memória.
