Publicidade

2026. O Tempo que somos.

João Amorim Costa

João Amorim Costa

Arquiteto

Esta é a primeira edição de 2026. E por isso, em nome do Jornal de Vila do Conde, deixo um desejo simples e essencial, um Bom Ano Novo. Na verdade, quase nada mudou, à excepção de um número no calendário. O mundo não recomeça. As vidas não se apagam para começar do zero. O que fizemos foi uma pausa breve, para abraçar, celebrar, descansar junto de quem amamos e depois seguimos. Como sempre. Porque nada acaba. Tudo continua. No fundo, aquilo que festejamos é o Tempo. O Tempo que passou. O Tempo que virá. E tudo o que acontece nesse intervalo invisível, a que chamamos vida. Tempo, esse bem raro, precioso, irrepetível. Talvez o bem mais valioso à face da Terra ou mesmo em todo o Universo.

Como escreveu Eugénio de Andrade, “o tempo é um rio que corre sem regresso”. Corre, sem pedir licença. Leva-nos os dias felizes e os dias pesados. Leva as certezas e as dúvidas. Leva o que fomos, enquanto nos empurra para aquilo que ainda seremos.

Vivemos tempos difíceis. Tempos inquietos. Tempos onde o futuro já não se apresenta com a mesma confiança de outros anos. Há instabilidade, há medo, há uma sensação estranha de que o mundo anda mais frágil. Não me recordo e creio que muitos dos nossos leitores também não, de viver uma época com tanta incerteza, tanta volatilidade, tantos perigos à espreita.

Este é um jornal local. Mas não vivemos fechados num mapa. O que acontece no mundo chega até nós. Mais tarde ou mais cedo no momento que o Tempo dita. Mas ainda assim, o nosso tempo é, acima de tudo, o tempo de Vila do Conde. E por cá, a vida não parou.

O Centro de Saúde das Caxinas está pronto a ser inaugurado, vem no momento certo. Vila do Conde prepara a candidatura do seu Centro Histórico a Património Mundial da UNESCO, uma aposta na memória, no legado centenário do nosso património, nas pedras antigas e nas tradições que nos definem, neste Lugar tão especial.

Recebemos a Ministra da Justiça para acompanhar a obra que já arrancou do Polo Norte do Centro de Estudos Judiciários e ver crescer, no Convento do Carmo, um novo capítulo da nossa história. Enquanto já temos neste ano letivo futuros magistrados a receberem formação nas instalações cedidas provisoriamente no Parque João Paulo II. Um marco para a Justiça em Portugal que acontece em Vila do Conde no devido Tempo e no Lugar certo. Tudo isto são sinais claros de futuro, de estratégia, de continuidade e de construção.

Neste Tempo houve também ruas cheias, luzes de Natal, praças vivas e festas que trouxeram milhares de pessoas à cidade. Cada vez mais Vila do Conde é reconhecida como lugar para estar, para celebrar, para viver e trabalhar. Recebemos turistas nacionais e estrangeiros como nunca antes vimos. De várias proveniências. De vários mundos. Prova de que este é o Tempo que nos sorri.

Como dizia Camões, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E é neste Tempo, neste ciclo, que Vila do Conde se abriu aos seus, mas também ao mundo. E o mundo descobriu Vila do Conde. Neste Tempo, de liderança do Executivo liderado pelo Presidente Vítor Costa, esta Terra descobriu-se a si mesma, mas abriu novos horizontes. Nada é por acaso. Tudo tem o seu Tempo e estou certo de que mais virá, no devido Tempo, porque no fundo, somos feitos dele. Do Tempo que passa, do que fica e do que ainda está por vir. Estamos e estaremos aqui para o acompanhar.

Publicidade

Publicidade

Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...