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16 de Outubro, 2026 00:18

Entrevista a Pedro Araújo

JVCEntrevista11 horas atrás

Aos 19 anos, Pedro Araújo está a afirmar-se no Stand Up Paddle, apenas pouco mais de um ano depois de ter iniciado a modalidade. Em 2026 sagrou-se Campeão Nacional de Velocidade, venceu a Taça de Portugal nos 200 e 500 metros e estreou-se pela Seleção Nacional no Campeonato da Europa, onde alcançou dois resultados no Top 10. Agora, o atleta de origens poveiras e residente em Vila do Conde prepara-se para representar novamente Portugal, desta vez no Campeonato do Mundo, em Itália.

– Começaste a praticar Stand Up Paddle apenas em julho de 2025. Como surgiu o interesse pela modalidade e o que te fez querer continuar?

Em julho de 2025 foi efetivamente quando comecei a treinar SUP de competição, mas os primeiros contactos com a modalidade aconteceram alguns anos antes, através do meu pai, que praticava este desporto como hobby.

Até aos 18 anos joguei futebol federado e, durante a pandemia, quando tudo parou e o futebol não foi exceção, comecei a treinar no Clube Fluvial Vilacondense, que fica mesmo ao lado de minha casa. Foi durante esse período que comecei a ter um contacto SUP.    

– Em pouco mais de um ano passaste dos primeiros contactos com o SUP para títulos nacionais e uma convocatória para a Seleção. Como explicas esta evolução tão rápida?

Acho que foi uma combinação entre a minha experiência desportiva anterior, muita dedicação e vontade de aprender. Sempre fui muito competitivo, acima de tudo disciplinado e consistente, acho que é meio caminho andado para termos sucesso em qual seja o desporto ou profissão.

Procurei evoluir todos os dias junto do meu treinador Renato Queiroz, tanto fisicamente como mentalmente e tecnicamente, e fui aproveitando cada competição para ganhar experiência. Também sou acompanhado por um especialista da parte de preparação física que me ajudou imenso na minha performance.

– 2026 foi uma época de grande sucesso, com o título de Campeão Nacional de Velocidade e vitórias na Taça de Portugal. Que balanço fazes desta temporada a nível nacional?

Faço um balanço muito positivo. Foi uma época em que consegui alcançar resultados que, quando comecei no SUP, nunca imaginaria conseguir tão rapidamente.

O título de Campeão Nacional, as vitórias na Taça de Portugal e os outros resultados nas outra provas, deram-me ainda mais motivação para continuar a trabalhar e perceber que estou no caminho certo. 

– Como recebeste a notícia de que tinhas sido convocado para representar Portugal no Campeonato da Europa?

Foi um momento de enorme felicidade e orgulho. Quando recebi a notícia, fiquei muito contente porque representar Portugal sempre foi um sonho para mim. Foi também a confirmação de que todo o trabalho que tinha feito até aí estava a dar frutos. 

– Estreaste-te pela Seleção Nacional aos 19 anos, já na categoria de Seniores. Que significado teve para ti vestir pela primeira vez a camisola de Portugal?

Foi um dos momentos mais especiais que vivi no desporto. Ter a oportunidade de representar o meu país aos 19 anos, depois de ter começado no SUP há pouco mais de um ano, foi algo que me deixou muito orgulhoso. É uma responsabilidade enorme, mas também uma motivação para continuar a trabalhar. 

– No Europeu alcançaste o 8.º lugar no Race Técnico e o 10.º na Maratona de Mar, além de teres chegado às meias-finais dos Sprints. Como viveste esta primeira experiência internacional?

Foi uma experiência incrível e muito importante para mim, fiquei super feliz. Era a minha primeira competição internacional pela Seleção e encontrei atletas de um nível muito elevado. Consegui bons resultados e, acima de tudo, ganhei alguma experiência que espero poder aproveitá-la nas próximas competições. 

– Sentiste diferenças entre competir em Portugal e enfrentar alguns dos melhores atletas europeus? O que aprendeste com esta participação?

Sim, senti algumas diferenças, principalmente no nível e na intensidade das provas. Lá fora, qualquer detalhe pode fazer a diferença. Aprendi muito sobre competição, gestão da prova e, sobretudo, percebi os aspetos em que ainda tenho de trabalhar para me aproximar dos melhores. 

– Durante grande parte da época representaste o Clube Fluvial Vilacondense e recentemente passaste a competir como atleta independente. Como tem sido esta mudança no teu percurso?

Tem sido uma mudança importante no meu percurso. Tenho muito respeito e gratidão pelo Clube Fluvial Vilacondense por tudo o que me proporcionou durante esta fase da minha carreira. Agora, como atleta independente, tenho novos desafios e responsabilidades, mas continuo focado no mesmo objetivo: evoluir e alcançar o melhor nível possível. 

– Agora tens pela frente o Campeonato do Mundo, em Sabaudia, Itália. Como estás a preparar esta competição e que objetivos levas para o Mundial?

Estou a preparar o Mundial com muita dedicação, procurando chegar à competição na minha melhor forma física e mental. Quero aproveitar esta oportunidade para competir ao mais alto nível, ganhar experiência e dar o meu melhor em cada prova.

Não gosto de definir apenas um resultado, porque sei que existem muitos fatores numa competição. Vou pensar prova a prova e ver até onde consigo chegar, mas quero sair de Sabaudia com a sensação de que dei tudo. 

– Tens apenas 19 anos e uma carreira no SUP que está agora a começar. Onde gostarias de chegar na modalidade e quais são os teus principais objetivos para os próximos anos?

Neste momento, a minha prioridade tem de ser a universidade, porque tenho noção de que é extremamente difícil viver exclusivamente deste desporto. Ainda assim, enquanto conseguir conciliar os estudos com o SUP, quero chegar o mais longe possível. Acredito muito no processo e sei que, mantendo o meu foco, disciplina e consistência, vou estar cada vez mais perto de chegar onde quero: ser um dos melhores atletas a nível mundial. 

























































































































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Começaste a praticar Stand Up Paddle apenas em julho de 2025. Como surgiu o
interesse pela modalidade e o que te fez querer continuar?
 Em julho de 2025 foi efetivamente quando
comecei a treinar SUP de competição, mas os primeiros contactos com a
modalidade aconteceram alguns anos antes, através do meu pai, que praticava
este desporto como hobby.  Até aos 18 anos joguei futebol federado e,
durante a pandemia, quando tudo parou e o futebol não foi exceção, comecei a
treinar no Clube Fluvial Vilacondense, que fica mesmo ao lado de minha casa.
Foi durante esse período que comecei a ter um contacto SUP.      
– Em
pouco mais de um ano passaste dos primeiros contactos com o SUP para títulos
nacionais e uma convocatória para a Seleção. Como explicas esta evolução tão
rápida?
 Acho que foi uma combinação entre a minha
experiência desportiva anterior, muita dedicação e vontade de aprender. Sempre
fui muito competitivo, acima de tudo disciplinado e consistente, acho que é
meio caminho andado para termos sucesso em qual seja o desporto ou profissão.  Procurei evoluir todos os dias junto do meu
treinador Renato Queiroz, tanto fisicamente como mentalmente e tecnicamente, e
fui aproveitando cada competição para ganhar experiência. Também sou
acompanhado por um especialista da parte de preparação física que me ajudou
imenso na minha performance. 
–
2026 foi uma época de grande sucesso, com o título de Campeão Nacional de
Velocidade e vitórias na Taça de Portugal. Que balanço fazes desta temporada a
nível nacional?
 Faço um balanço muito positivo. Foi uma
época em que consegui alcançar resultados que, quando comecei no SUP, nunca
imaginaria conseguir tão rapidamente.  O título de Campeão Nacional, as vitórias
na Taça de Portugal e os outros resultados nas outra provas, deram-me ainda
mais motivação para continuar a trabalhar e perceber que estou no caminho
certo.   
–
Como recebeste a notícia de que tinhas sido convocado para representar Portugal
no Campeonato da Europa?
 Foi um momento de enorme felicidade e
orgulho. Quando recebi a notícia, fiquei muito contente porque representar
Portugal sempre foi um sonho para mim. Foi também a confirmação de que todo o
trabalho que tinha feito até aí estava a dar frutos.   
–
Estreaste-te pela Seleção Nacional aos 19 anos, já na categoria de Seniores. Que
significado teve para ti vestir pela primeira vez a camisola de Portugal? 
Foi um dos momentos mais especiais que vivi
no desporto. Ter a oportunidade de representar o meu país aos 19 anos, depois
de ter começado no SUP há pouco mais de um ano, foi algo que me deixou muito
orgulhoso. É uma responsabilidade enorme, mas também uma motivação para
continuar a trabalhar.   
– No
Europeu alcançaste o 8.º lugar no Race Técnico e o 10.º na Maratona de Mar,
além de teres chegado às meias-finais dos Sprints. Como viveste esta primeira
experiência internacional?
 Foi uma experiência incrível e muito
importante para mim, fiquei super feliz. Era a minha primeira competição
internacional pela Seleção e encontrei atletas de um nível muito elevado.
Consegui bons resultados e, acima de tudo, ganhei alguma experiência que espero
poder aproveitá-la nas próximas competições. 
 
–
Sentiste diferenças entre competir em Portugal e enfrentar alguns dos melhores
atletas europeus? O que aprendeste com esta participação?
 Sim, senti algumas diferenças,
principalmente no nível e na intensidade das provas. Lá fora, qualquer detalhe
pode fazer a diferença. Aprendi muito sobre competição, gestão da prova e,
sobretudo, percebi os aspetos em que ainda tenho de trabalhar para me aproximar
dos melhores.   
–
Durante grande parte da época representaste o Clube Fluvial Vilacondense e
recentemente passaste a competir como atleta independente. Como tem sido esta
mudança no teu percurso?
  Tem sido uma mudança importante no meu
percurso. Tenho muito respeito e gratidão pelo Clube Fluvial Vilacondense por
tudo o que me proporcionou durante esta fase da minha carreira. Agora, como
atleta independente, tenho novos desafios e responsabilidades, mas continuo
focado no mesmo objetivo: evoluir e alcançar o melhor nível possível.   
–
Agora tens pela frente o Campeonato do Mundo, em Sabaudia, Itália. Como estás a
preparar esta competição e que objetivos levas para o Mundial?
 Estou a preparar o Mundial com muita
dedicação, procurando chegar à competição na minha melhor forma física e
mental. Quero aproveitar esta oportunidade para competir ao mais alto nível,
ganhar experiência e dar o meu melhor em cada prova.  Não gosto de definir apenas um resultado,
porque sei que existem muitos fatores numa competição. Vou pensar prova a prova
e ver até onde consigo chegar, mas quero sair de Sabaudia com a sensação de que
dei tudo.   
–
Tens apenas 19 anos e uma carreira no SUP que está agora a começar. Onde
gostarias de chegar na modalidade e quais são os teus principais objetivos para
os próximos anos?
 Neste momento, a minha prioridade tem de
ser a universidade, porque tenho noção de que é extremamente difícil viver
exclusivamente deste desporto. Ainda assim, enquanto conseguir conciliar os
estudos com o SUP, quero chegar o mais longe possível. Acredito muito no
processo e sei que, mantendo o meu foco, disciplina e consistência, vou estar
cada vez mais perto de chegar onde quero: ser um dos melhores atletas a nível
mundial. 

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