O primeiro ano de vida é uma fase essencial para o crescimento e o desenvolvimento neurológico, metabólico e imunitário do bebé, com elevadas necessidades nutricionais. Neste período, o lactente passa da alimentação exclusiva por leite materno ou fórmula para a introdução progressiva de alimentos complementares, geralmente a partir dos 6 meses, conforme recomendação da OMS. A qualidade da alimentação depende não só da ingestão energética, mas também da densidade de micronutrientes, como vitaminas e minerais, fundamentais para funções vitais do organismo. A suplementação e a fortificação podem ser necessárias para prevenir défices nutricionais, especialmente em situações de maior risco, como prematuridade, baixo peso ao nascer, anemia materna e dietas sem carne. Hoje, vamos analisar os principais minerais relevantes nesta fase.
No primeiro ano de vida, a adequação de minerais é essencial para o crescimento, desenvolvimento neurológico e função imunitária do lactente, sobretudo com a introdução alimentar e em dietas sem carne.
Outros minerais: Selénio, cobre, magnésio, fósforo e flúor são importantes, mas as carências são raras em contextos de boa cobertura nutricional, não sendo indicada suplementação rotineira.
Em síntese, a prioridade é assegurar uma alimentação complementar rica e equilibrada, monitorizar lactentes em grupos de risco (prematuridade, dietas restritivas, baixo peso) e recorrer à suplementação apenas quando clinicamente indicada.
Ferro: É o mineral mais crítico, pela prevenção da anemia e impacto no desenvolvimento cognitivo. As reservas diminuem entre os 4–6 meses, tornando necessária a introdução de alimentos ricos ou fortificados. A suplementação depende do contexto. Em dietas sem carne, deve-se otimizar a absorção do ferro não-héme com vitamina C e evitar excessos de leite de vaca.
Ácido fólico (Vitamina B9): Essencial para crescimento e formação celular. A deficiência é rara, mas pode ocorrer em contextos de risco. Em dietas vegetarianas, o aporte costuma ser adequado, porém deve-se monitorizar em conjunto com a vitamina B12. A suplementação não é rotineira, sendo indicada apenas em situações específicas.
Zinco: Importante para imunidade e crescimento. A deficiência pode causar atraso de crescimento e infeções. Em dietas sem carne, é importante garantir fontes vegetais e reduzir fatores que dificultam a absorção. A suplementação não é universal, mas pode ser avaliada em grupos de risco.
Cálcio: Fundamental para a mineralização óssea. O leite materno ou fórmula geralmente cobrem as necessidades. Em dietas sem leite, devem ser usados alimentos ou fórmulas fortificadas. A vitamina D é essencial para a sua absorção.
Iodo: Necessário para a função tiroideia e desenvolvimento neurológico. A deficiência pode ocorrer em regiões com baixa iodação ou em dietas sem peixe. Pode ser necessária suplementação sob orientação profissional, especialmente em dietas veganas.
Outros minerais: Selénio, cobre, magnésio, fósforo e flúor são importantes, mas as carências são raras em contextos de boa cobertura nutricional, não sendo indicada suplementação rotineira.
Em síntese, a prioridade é assegurar uma alimentação complementar rica e equilibrada, monitorizar lactentes em grupos de risco (prematuridade, dietas restritivas, baixo peso) e recorrer à suplementação apenas quando clinicamente indicada.
















